A privacidade na era digital

A questão da privacidade sempre foi muito debatida, mas com a grande difusão dos dispositivos tecnológicos que tomam conta do nosso habitat natural, esse debate tomou outra dimensão e também uma outra direção. Hoje não podemos ter a plena certeza que os nossos passos não estão sendo monitorados, pois quando menos esperamos eis que ela está logo ali, a tal da câmera, cumprindo com muita eficiência o seu papel, vigiando alguma coisa para alguém. Como se toda essa vigilância desassistida não fosse suficiente, surgiram e se desenvolveram os dispositivos móveis e as suas versatilidades, que dentre elas podemos destacar : a câmera fotográfica e a sempre indiscreta filmadora, agora elas ganharam pernas e podem andar atrás de nós.

A Constituição Federal, art. 5o, inciso X, diz que São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;” o problema é que os usuários ficam tão encantados com os novos recursos tecnológicos e tudo que eles podem proporcionar, que perdem a noção do certo ou errado e na maioria das vezes acabam infligindo leis que podem lhes causar muitos transtornos.

O que você faz para preservar a sua privacidade nesses dias em que o mundo respira tecnologia ?

Como saber se não está sendo filmado ou fotografado ?

Como saber se suas informações pessoais estão preservadas ?

O mundo digital entrou no terreno privado de tal maneira que muitas pessoas que antes eram anônimas, se tornaram públicas, um bom exemplo disso foi a Geisy Arruda ( jovem que foi expulsa da faculdade por causa de um vestido curto ). O que seria desse caso se não fosse aquele vídeo feito através de um aparelho celular e publicado na internet ?
Nesse caso ela soube converter o constrangimento inicial para projeção nacional ao seu favor. Mas o caso da Geisy é uma das poucas exceções, pois essa falta de privacidade pode ser utilizada de forma à marcar a vida de qualquer pessoa e raramente terá o mesmo resultado que ela teve.

Mas quem está ligando pra isso ?

Não precisa mais de esforço para saber da particularidade das pessoas, porque de forma voluntária elas estão disponibilizando isso, principalmente, nos meios virtuais: aquele álbum de fotos de toda família no orkut ou facebook, descrevendo o nome de cada um, relatando todas as viagens, mostrando tudo que tem em casa e com aqueles comentários dizendo o que é mais importante pra você; As mensagens automáticas no email ou na exibição do MSN dizendo : “ Estou viajando, volto semana que vem.”, quanto tempo o ladrão estava esperando por isso; Os blogs viraram verdadeiros diários online e os twitters podem dizer onde você está naquele exato momento e o que você vai fazer logo em seguida e com isso as pessoas estão convidando para acompanhar seus próprios passos. Até que ponto vale apena a exposição pública ?

Tempos atrás quando se falava em privacidade, relacionava-se a algo que as pessoas lutavam para preservar, nos dias atuais, muitos usam todos os meios disponíveis para expor suas, não mais consideradas, particularidades e tudo isso acaba ganhando uma enorme disseminação quando o meio é a internet. Quantos casos de furtos em contas bancárias existem simplesmente porque em algum momento os dados pessoais da sua conta bancária são informados através de um navegador web e capturados por algum malfeitor ?

Quantos cartões de créditos foram clonados porque os números e os códigos de segurança são informados na hora da compra online e capturados por um código malicioso ?

Quantas contas de emails já foram invadidas ?

Quantas vezes você passou informações pessoais para um site em troca de receber promoções ou concorrer a prêmios ?

Independente do meio, a palavra privacidade não pode perder o sentido e as pessoas precisam ter muito cuidado com o retorno daquilo que elas mesmas estão expondo, além disso ter a consciência que há informações que não podem ser passadas como se não fossem importantes pois em muitos casos essas informações podem não ser tão importantes pra você, mas para atingir objetivos de terceiros elas são exatamente o que eles procuram. Existem serviços online que se tornaram essenciais para a vida social ativa e os cuidados ao acessá-los não podem ser desprezados porque quando isso não acontece encontramos muitos lesados rangendo os dentes lamentando de suas próprias negligências, imprudências ou imperícias.

Preserve o que é seu, suas informações são preciosas e não diz respeito à ninguém, cuide da sua privacidade e divulgue apenas o que lhe dará um bom retorno.

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